O seu padrão alimentar x Microbiota Intestinal!


O seu padrão alimentar x Microbiota Intestinal!

 

Três grupos de padrões alimentares foram identificados em indivíduos com sobrepeso / obesidade. Cluster 1 teve o comportamento menos saudável comer (maior consumo de batatas, confeitos e bebidas açucaradas, e o menor consumo de frutas que foi associado também com baixo consumo de iogurte e água). O padrão de dieta foi associada com o maior colesterol LDL, o plasma de CD14 solúvel (p = 0,01) um marcador de inflamação sistémica, mas a menor acumulação de CD163 + macrófagos com perfil anti-inflamatório no tecido adiposo (p = 0,05). Cluster 3 tiveram o mais saudável comportamento alimentar (menor consumo de produtos de confeitaria e bebidas açucaradas, e maior consumo de frutas, mas também iogurtes e sopas). Temas nesta Cluster tiveram os mais baixos marcadores inflamatórios (sCD14) e os mais altos macrófagos CD163 tecido adiposo anti-inflamatório +. Ingestão dietética, a sensibilidade à insulina e alguns marcadores inflamatórios (IL6 plasma) em Cluster 3 foram próximos aos de indivíduos magros. Cluster 2 foi-nos entre os clusters 1 e 3, em termos de salubridade. Os grupos microbiota intestinal 7 medidos por qPCR foram semelhantes entre os clusters. No entanto, o mais saudável de cluster dietético teve a riqueza gene microbiano mais alta, avaliada por metagenômica quantitativos. 

 

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Apesar da ausência de diferenças entre os três padrões alimentares nos 7 componentes da microbiota intestinal, mas não é possível descartar a possível papel da microbiota intestinal na ligação entre os padrões alimentares às mudanças na inflamação e alguns marcadores metabólicos. No entanto, foi encontrada uma associação negativa entre o grupo / Leuconostoc / Pediococcus Lactobacillus e ingestão de cereais (por exemplo, arroz, macarrão) em toda a população. Mais estudos são necessários para entender essa relação.

Além disso, a microbiota de indivíduos em Cluster 3 (mais saudáveis) mostrou riqueza gene maior do que os outros clusters (não saudáveis). Consistentemente, essa riqueza gene também foi positivamente associado com consumo de frutas. Estes resultados são reforçados por um estudo recente em uma coorte europeia confirmando a associação entre riqueza genética e consumo de frutas e produtos hortícolas.

Diante dos resultados, na sua totalidade, o cenário poderia ser a seguinte: pequenas diferenças de hábitos alimentares podem influenciar a diversidade genética microbiana e quantidade de certas classes de genes / espécies que possam ter, em parte, um impacto direto sobre alguns metabólica host (colesterol total e colesterol LDL) e marcadores inflamatórios (sCD14) e acumulação de determinadas subpopulações de macrófagos de tecido adiposo. Além disso, os padrões alimentares pode ter também uma influência direta sobre os marcadores de acolhimento.

 

 

 

 

Referencia cientifica:

PLoS One. 2014; 9(10): e109434. Published online 2014 Oct 20. doi:  10.1371/journal.pone.0109434

Emagrecer: não é só questão de reduzir calorias!


Alimentos de Conforto: também citados na literatura internacional como ”confort food.”

 

Troisi e Gabriel (2011) relataram dois estudos que investigaram se as associações com as relações sociais é o que impregna alimentos de conforto com a capacidade de confortar as pessoas.

Estes resultados sugerem que o consumo de comida de conforto ou pensar sobre a experiência de consumir comida de conforto poderia nos tampão de conseqüências emocionais negativas da rejeição social. E, sugestivamente, como alguns itens alimentares tornar-se alimentos de conforto é devido às associações repetidas entre os itens alimentares ea presença conforto de parceiros relacionais (por exemplo, um cuidador).

Comida é parte integrante de nossas vidas. Pesquisas anteriores indicaram uma estreita relação entre a ingestão de alimentos e os efeitos fisiológicos (por exemplo, Markus et al, 1998;.. Oliver et al, 2000). Em particular, a comida também foi intimamente ligada à auto-regulação. Em um estudo diário do Macht e Dettmer (2006), os participantes relataram maior alegria e euforia após o consumo de chocolate. Em outro estudo, Markus et al. (1998) mostrou que uma dieta rica em carboidrato e baixa em proteína resultou em sentimentos de desamparo e baixou a depressão como ele levantou o nível de serotonina. Troisi e Gabriel (2011) estende esses resultados ao integrar esta área de pesquisa com um quadro de cognição incorporada, lançando assim uma nova luz sobre a implicação de auto-regulação potencialmente proporcionada por comfort food.

Nós pensamos que este esforço de replicação, assim, não só fornecem um serviço para fornecer uma estimativa mais precisa do tamanho do efeito, mas também fornece um primeiro passo na construção de uma teoria mais abrangente do papel da alimentação na vida das pessoas.

Ambos os animais e os seres humanos mostram uma tendência para comer mais “comfort food” (alto teor de gordura, alimentos doces) após estresse agudo. Tal comer estresse podem estar contribuindo para a epidemia de obesidade, e é importante para compreender os mecanismos psicobiológicos subjacentes.

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Ambos os seres humanos e animais foram documentados para aumentar a sua ingestão de alimentos após estresse ou emoções negativas, mesmo que o organismo não está com fome. Além disso, o tipo de alimento comido tende a ser elevado teor de açúcar ou de gordura, ou ambos, vulgarmente designado por “comida de conforto”.

Além disso, estudos de administração de glicocorticoides em humanos e roedores têm documentado aumento da ingestão de alimentos, bem como uma mudança na preferência para alimentos doces e gordurosos.

Uma possível modulador de comer o estresse é a leptina, o produto proteico do gene ob. A leptina circula na corrente sanguínea, reflete a quantidade de gordura lojas, recente balanço energético e composição de macronutrientes da dieta. A leptina fornece um sinal para o hipotálamo de reservas de gordura corporal e consumo de energia recente, e parece atuar como um sinal hormonal a longo prazo na regulação da homeostase energética. A leptina contribui para a regulação do peso corporal, afetando tanto o comportamento alimentar e o gasto energético. A leptina também exerce efeitos dentro do hipotálamo, que regula a ingestão de alimentos homeostático, e na área tegmental ventral, reduzindo dopamina neurotransmissão e extinguir o valor da recompensa de alimentos.

A questão que permanece é se as alterações agudas na leptina sob condições de estresse pode afetar posterior ingestão de alimentos, ou “estresse comendo.”

O presente estudo investigou se a leptina pode ser um dos factores fisiológicos que modulam o comportamento alimentar induzido por stress, que é a mudança característica na direção preferência alimentar rica em gordura e alimentos ricos em açúcar, após a exposição ao stress. Descobrimos que a leptina aumenta a partir da linha de base em resposta ao estresse agudo foram significativamente relacionados com menor consumo de alto teor de gordura, alimentos doces – “conforto” alimentos.

 

Por isso sempre digo que emagrecer não é apenas uma questão de reduzir calorias. Quando defendo a teoria de fugir de dietas restritivas levo em consideração muitas questão, que são sempre individualizadas detectada na consulta.  É preciso entender muito além de calorias e de alimentos em si quando se pensa em conduzir um individuo ao processo de emagrecimento saudável!

 

 

 

 

 

Referencias cientificas:

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4381504/

Physiol Behav. 2012 Aug 20;107(1):34-9. doi: 10.1016/j.physbeh.2012.04.021. Epub 2012 May 2.

TRUFA SAUDÁVEL


TRUFA SAUDÁVEL (essa é a receita que apresentei no Programa Casa & Cia)

 

Ingredientes:

 

1 xic chá de castanha do pará

1 xic chá de damascos secos

1 xic chá de uvas passas pretas

cacau em pó 100% (para cobrir as trufas)

 

Modo de Preparo:

 

Bater no processador de alimentos as castanhas, uva passa e o damasco até obter uma mistura homogênea. Depois enrolar as bolinhas e passar no cacau. As trufas podem ficar na geladeira por até 15 dias em pote com tampa. Porção: 1 colher de sobremesa.

 

 

Reconheça seus pontos positivos!


Essa semana atendi uma paciente que no retorno, antes mesmo de dar boa tarde disse:
– Nossa Rodolfo, esses 15 dias foram perdidos, eu nem ia vir ao retorno, pois ontem subi na balança e não eliminei nada de peso!

Bom, realizei a pesagem e de fato a paciente em questão não havia perdido peso na BALANÇA! Mas como retorno não é só pesar e dar tchau, perguntei a paciente quais os motivos que ela acreditava ter prejudicado ela no objetivo, e ela citou 3 motivos apenas.

Logo em seguida fiz outra pergunta:
– O que você antes de vir a consulta e que nesses 15 dias você conseguiu mudar e seguir de orientação?

Então a resposta foi surpreendente e muito feliz:
– Antes eu nem me preocupava em sair caminhar, chegava em casa e ficava vendo novela e comendo, nesses dias dias fui pelo menos 3 x na semana caminhar na hípica.
– Troquei o arroz branco pelo integral e consegui manter na mesma quantidade que você citou na consulta.
– Inclui no meu almoço salada de folhas que não estava comendo e coloquei um legumes cru que antes nem me preocupava.
– Todos os dias a noite pegava o cardápio e me planejava para as refeições do dia anterior.
– Estou conseguindo tomar os 2 litros de água por mim.
– Meu intestino está bem melhor.
– Estou mais disposta, com menos sono na parte da tarde.
– Notei que meu sono está melhor.
– Consegui comer de três em três horas.
– Fiz algumas refeições para congelar como proposto.
– Provei frutas e legumes que não tinha o hábito de comer.
– etc…

 

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E dai eu pergunto para você que está lendo isso… o peso não ter mudado é tão negativo assim? Olha quanta coisa boa para ser FORÇADA e lembrada! Porque FOCAR nos 3 pontos de erro?

Como diz minha querida amiga e psicologa Thais Rodrigues, se nos não nos elogiarmos e esperar que o elogio só venha de FORA (dos outros) você vai perder a motivação!

Cardápio que entreguei para a paciente nesse dia? Apenas um frase: REFORCE E SE ELOGIE PELAS EVOLUÇÕES QUE FEZ NA PRIMEIRA ETAPA.

BOLO INTEGRAL COM PASTA DE AMENDOIM


INGREDIENTES:

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1 colher de sopa de pasta integral de amendoim

2 colher de sopa de leite de amêndoa ou desnatado ou zero lactose

2 claras de ovo

2 colher de sopa de coco ralado (opcional) pode ser ameixa ou uva passas

1/2 colher de chá de fermento em pó

1 pitada de sal

Adoçante a gosto

PREPARO:

Em uma pequena tigela para micro-ondas, adicione a pasta integral de amendoim First e o leite. Bata por 1 minuto e deixe descansar. Acrescente o restante dos ingredientes e mexa até que tudo esteja compactado.

Coloque a massa em uma vasilha untada. Agora é só levar ao micro-ondas por aproximadamente 3 minutos, prestando atenção na massa. Deixe esfriar e sirva.

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL:

Porção: o bolo inteiro

Calorias: 129

 

Simbióticos – A saúde do seu intestino é sua saúde!


Simbióticos – A saúde do seu intestino é sua saúde!

 

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Prebióticos são definidos como carboidratos não-digeríveis que estimulam o crescimento e/ou a atividade de um grupo de bactérias no colo, trazendo benefícios à saúde do indivíduo.

Os probióticos, por sua vez, são micro-organismos vivos capazes de alcançar o trato gastrintestinal e alterar a composição da microbiota, produzindo efeitos benéficos à saúde quando consumidos em quantidades adequadas.

Estudos in vitro e in vivo têm demonstrado que o ecossistema bacteriano intestinal normal representa barreira extremamente efetiva, em oposição a microorganismos patogênicos e oportunistas, através do equilíbrio entre as espécies de bactérias residentes. Assim, situações de desequilíbrio entre espécies podem representar potencial ameaça para o surgimento de diversas doenças, associadas ou não à diminuição da defesa imunológica do hospedeiro.

Logo, a flora intestinal pode proteger os indivíduos contra infecções. Por outro lado, o distúrbio dessas populações de microorganismos, como nas diarreias agudas ou nas intervenções dietéticas restritivas, pode romper esse equilíbrio e aumentar a suscetibilidade às infecções, como Clostridium difficile (associado com colites pseudomembranosas) e presença de Shigella, Vibrio cholera, Escherichia coli patogênica, Campylobacter e rotavírus, que ainda são os determinantes de grande número de mortes. Adicionalmente, o uso muitas vezes indiscriminado, de antibióticos determina aumento da incidência de patógenos microbianos antibiótico-resistentes.

Alguns artigos também já relacionam que a melhora da colonização intestinal podem interferir nas escolhas alimentares do individuo. Outro artigo publicado na NATURE em 2015 sugere que o intestino bem proliferado pode auxiliar no controle da depressão.

Alguns relatos na literatura que sugerem ou que demonstram que o consumo de produtos alimentares que contêm microorganismos probióticos podem reduzir o nível de colesterol no soro em humanos. O primeiro relatório científico associar bactérias do ácido láctico com uma redução no colesterol sérico foi publicado em 1974 por Mann e Spoerry, que observou uma redução de 18% no nível de colesterol total no soro de guerreiros de uma tribo Africano cuja dieta incluía regularmente leite fermentado pelos lactobacilos.

Alguns dos efeitos atribuídos ao prebióticos incluem a modulação de funções fisiológicas importantes, tais como a absorção de cálcio, o metabolismo lipídico, glicemia, a modulação da composição da microbiota intestinal – que desempenha um papel primordial na fisiologia gastrointestinal, e um risco reduzido de câncer do cólon.

Lembre-se, intestino bom não quer dizer somente ir ao banheiro todos os dias, mas sim a colonização intestinal em perfeita harmonia. (para detectar isso é indicado um exame proctológico ou o nutricionista pode avaliar pelo tipo de alimentação do paciente).

 

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DENIPOTE, Fabiana Gouveia; TRINDADE, Erasmo Benício Santos de Moraes  e  BURINI, Roberto Carlos. Probióticos e prebióticos na atenção primária ao câncer de cólon. Arq. Gastroenterol. [online]. 2010, vol.47, n.1 [citado  2015-07-22], pp. 93-98 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032010000100016&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 0004-2803.  http://dx.doi.org/10.1590/S0004-28032010000100016.

A maneira com que eu penso pode influenciar nos meus resultados!


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Essa pesquisa publicada em maio de 2015 pelo Journal of Health Psychology, mostrou que a maneira com que as pessoas pensam de um processo de emagrecimento (antes mesmo que inicia-lo) pode e influencia nos resultados!

 

Caso você tenha algum pensamento negativo de outros processo mal sucedidos esses devem ser esquecidos e não legados em consideração para um próximo processo! Mas deixo aqui meu ”puxão de orelha”, se você tem lembrança negativas de emagrecimento é porque NÃO optou com métodos de reeducação alimentar e fez algum tipo de dieta de moda ou muito restritiva. Sempre escrevo e muitos artigos citam o fato da restrição em ser um processo negativo em mutos fatores incluindo o de aumentar sua ansiedade e vontade de comer após o tempo que se torturou.

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Agora se você precisa EMAGRECER de verdade e busca por isso, inicie dessa vez por algo certo, pela reeducação alimentar, de vai te ensinar a comer de maneira variada, com mais equilíbrio, onde a restrição não é um crença. Em uma boa reeducação Alimentar, são levados com consideração sua rotina e estilo de vida, e cabe ao Nutricionista te orientar como lidar melhor com alimentos de maior dificuldade e não usar o pensamento de ZERO TUDO! Entrar em processo de R.A com a ideia de que você poderá comer mais nada, já te deixa tenso e ansioso. E quem disse que para ter uma vida saudável um pedaço de pizza no final de semana precisa ser extinto?

 

Fuja dos modismos! E se eu objetivo é de fato EMAGRECER, você PRECISA de um Nutricionista, consulte o seu de confiança! E se não gostou do método, você deve voltar no retorno e contar suas dificuldades ao profissional, pois fugir dele é fugir do seu objetivo!

Comer Saudável é mais barato do que você pensa…


Comer Saudável é mais barato do que você pensa… (parte 1)

 

Esses dias ouvi uma frase que me deixou um pouco preocupado, e fiquei imaginando se todos realmente pensam que comer saudável custa caro… O que será que é comer saudável?

Comer saudável é você ingerir todos os nutrientes necessários para que seu corpo tenha energia e mantenha saúde para realizar todas suas funções metabólicas!

 

É muito comum as pessoas usarem a falta de tempo como desculpa para comer errado! Você já parou para pensar quanto isso custa para você! Se todos os dias você se permitir comer 1 salgado de R$4,00 e um refrigerante de R$3,00 em uma única refeição errada você está gastando R$7,00, na sua semana R$49,00, no mês de 30 dias R$210,00 e no seu ano todo você gastou apenas em salgados e latinhas de refrigerante nada mais nada menos que R$2520,00.

Agora já pensou se um dia de maior ansiedade você resolve comer 2 salgados ou levar um chocolate para comer mais tarde? Esse valor vai aumentando… lembrando que estou citando apenas 1 refeição no dia. Vamos colocar o chocolate para você ver como isso muda de dimensão. Um chocolate normal custa em média R$3,00 e todo dia comendo 1 simples chocolate isso custa no final de ano R$1095,00… com apenas 1 salgado, apenas 1 refrigerante e apenas 1 chocolate você gastou R$3615,00 em alimentos vários para te proporcional saúde física! E se você tem um acompanhante (filho, marido, namorada, etc) esse valores só aumentam…

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Vale Lembrar que dependendo ainda de come esses itens foram distribuídos na sua rotina, você alem de todo investimento financeiro ganhou uns quilinhos a mais…

 

Agora, quando pensamos em comer saudável, é comum nos nutricionistas indicarmos sempre o consumo de frutas, verduras, legumes, leite e derivados desnatados, carnes e ovos em geral, alimentos integrais, etc… e muita gente acha que procurar um nutricionista é pagar a consulta e ter que ir numa loja de produtos ESPECIAIS todos os dias e gastar fortunas em alimentos diferenciados. Eu adoro essas lojas, mas os produtos delas não são e nem devem ser a maior composição do seu novo estilo de vida. Mas um produto diferente para sair da básico sempre é bem vindo, mas isso não é REGRA como muitos pensam…

Como coloquei acima a situação de um lanche da manhã ou da tarde que é mais comum você substituir com salgados e refrigerantes, vou dar o exemplo dos principais lanches saudáveis sugeridos para esses intervalos que são as frutas: No decorrer dessa semana vou postar sobre as carnes, leites e derivados, etc…

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Frutas:

Laranja pera R$0,42

Maça Gala R$0,77

Morangos R$1,30 (6 unidades)

Pera R$1,80

Banana Nanica R$0,40

Nectarina R$0,77

Uva Itália R$0,07 unidade (porção de 10 unidades – R$0,70).

Coloquei as frutas que comprei para minha semana, mas existem outras e o preço não varia muito. Agora numa situação tradicional onde você se planejaria e comeria 2 frutas por dia nos lanches da manhã e da tarde (onde você poderia eventualmente incluir castanhas, fibras, aveia, linhaça – mas isso dividido pelas porções que que rendem não passam de centavos). Vamos imaginar que você no lugar de comprar o salgado e refrigerante faça o suco das frutas ou as ingira como lanches usando essas sete opções 2 x ao dia nos teríamos o investimento de R$12,32 para 14 lanches semanais que representariam R$49,28 no mês e no seu ano TODO R$591,36. Isso por que escolhi essas frutas, algumas escolhas semanais poderiam ficar até mais baratas, e por conta do valor poderíamos ainda investir em frutas orgânicos que o preço unitário oscila muito pouco em alguns casos, e mesmo que mais caras você estaria gastando muito menos que o salgado!

 

Só por você incluir duas frutas como lanches intermediários na sua rotina, em 1 ano você estaria economizando em média R$1928,61. Com esse valor você poderia comprar 1 arroz integral, uma farinha de aveia, alguns itens saudáveis e mesmo assim o seu ano ficaria mais econômico.

Isso porque fiz a conta de 1 lanche rápido x 2 lanches saudáveis – você muitas vezes faz mais de um lanche não saudável no dia. Comer saudável é muito mais BARATO do que você imagina! Basta ter consciência que comer direito é ir a feira ou ao mercado.

 

Dica: e cada dia mais os itens padrões como arroz, aveia, sementes, castanhas, etc estão ficando cada dia mais acessíveis.

Estou de férias! Socorro!


Bom dia caro seguidor… essa semana ouvi muito essa frase sobre as mulheres que estão fazendo Reeducação Alimentar, e resolvi escrever algo para discutirmos sobre…

 

Primeiramente: das mulheres que me levantam essa questão, da parte delas veio o desespero em entrar de férias! Ou veja, elas estavam analisando apenas o lado negativo de estar em casa mais tempo e a mercê dos alimentos, mas, quero trazer você para uma reflexão um pouco mais analítica:

Primeiro: Não entre em pânico, relaxe, fique calmo/a.

Segundo: Sua maior preocupação deve ser em relaxar, aproveitar esse momento de menos stress para realizar atividades que durante os dias normais de trabalho você não consegue realizar como: visitar uma amiga, levar seu filho na hípica brincar, sair caminhar 60 minutos por dia, etc… (e isso não é gostoso?)

Terceiro: agora você tem tempo! Tempo é ótimo para quem antes só precisava comprar tudo pronto, comer tudo correndo. Para não ficar sentada no sofá o dia todo e ficar entediada, é um bom mês para você fazer o melhor PLANEJAMENTO alimentar da sua vida, onde você pode preparar sua própria refeição, congelar, fazer alguns pratos diferentes, comer com mais calma usando as dicas que seu nutricionista tanto reforça nas consultas e as vocês você passa despercebido, APROVEITE ESSE MOMENTO PARA USAR ISSO AO SEU FAVOR!

 

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Também é comum nesse período o maridão te convidão para viajar, ver a família de longe, levar as crianças a praia, etc… Que delicia, isso vai te relaxar! Isso não deve ser considerado ruim, desde que você se planeje!

Dicas de ouro para você  que vai viajar e não perder os resultados:

* Beber pelo menos 2 litros de água por dia (ante com sua garrafinha na bolsa)

* Lembre-se de comer de 3 em 3 horas, para que sua fome não fique aumentada nas refeições principais, pois os alimentos podem não sem os que você queria, mas se comer com moderação não haverá problema algum: lanches prático: barrinhas de cereais tipo NUTS, mix de castanhas, frutas desidratadas, cookies integrais, ou sucos de frutas naturais.

* 40 minutos antes das principais refeições, que tal beber 1 garrafinha de água para te ajudar a controlar o volume de ingestão total de sólidos.

* Tente comer até se sentir satisfeita: cuidado com os pensamentos do tipo: ”só tem aqui na praia isso”, ”só hoje eu posso”, ”quando voltar de viagem pego firme”, ”está uma delicia, um pedaço a mais não tem problema”. Se você até se sentir satisfeita você não vai ganhar peso.

* Coma sem culpa, pois se você se planejou, então não tem que comer preocupada!

* Se possível, se a viagem for longa, ao chegar na cidade fazer um compra dos itens que você está acostumada a comer e se permita somente quando necessário! A viagem tem um propósito muito maior do que comer, vá para se divertir!

 

USE O TEMPO PARA CUIDAR MAIS DE VOCÊ E NÃO PARA SE SABOTAR!

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Alimentos líquidos x alimentos sólidos na saciedade


 

Diante da crescente incidência da obesidade na população mundial, muitas pesquisas vêm sendo desenvolvidas, no sentido de identificar os elementos que mais contribuem para esse fato. Dentre esses elementos, um fator significativo tem sido a relação entre o estado físico em que o alimento é ingerido e o ganho de peso corporal. Isso porque os alimentos podem ser classificados segundo suas diferenças sensoriais, propriedades físicas e químicas, as quais contribuem para a regulação do comportamento alimentar e, também, para a regulação do metabolismo energético.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, os alimentos líquidos levam a um maior risco para o ganho de peso corporal.

Obesidade e ingestão de líquidos:

A tendência de que um alto consumo de bebidas seja uma importante preocupação de saúde pública justifica-se pela hipótese segundo a qual a energia contida nas bebidas favoreceria um consumo energético maior, em relação aos alimentos sólidos. O alto consumo de bebidas, especialmente refrigerantes, tem sido apontado por pesquisadores como um dos possíveis fatores que leva ao ganho de peso em vários países. Desde 1978, a ingestão de refrigerantes tem aumentado em cerca de 40% nos Estados Unidos da América (EUA). Dados do Departamento de Agricultura e Economia dos EUA indicam que mais de um terço do consumo de açúcar desta população é proveniente de líquidos. Baseados nesses dados, vários autores acreditam que a adição de calorias à dieta, proveniente dos líquidos, possa aumentar a ingestão energética total. Isto foi demonstrado para café, bebidas alcoólicas, refrigerantes, sucos de fruta e leite. Adicionalmente, verificou-se que a ingestão de alimentos em diferentes estados físicos provocou uma maior redução no consumo após a ingestão de alimentos sólidos, seguida de alimentos pastosos e líquidos, respectivamente.

 

Fatores que podem influenciar a compensação energética no controle da ingestão alimentar:

Os principais fatores fisiológicos e os mecanismos corporais relacionados à compensação energética são:

1) idade e sexo, relacionados aos processos de anorexia e às desordens alimentares, respectivamente;

2) peso corporal, influenciado pela fome, pela saciedade, pela preferência por determinados alimentos e pelos padrões de alimentação;

3) distensão e esvaziamento gástrico, intimamente relacionados aos processos de saciação e saciedade;

4) hormônios periféricos, relacionados aos processos de esvaziamento gástrico e ao transporte intestinal de açúcar, como a colecistocinina (CCK), peptídeo semelhante ao glucagon (GLP-1), e a insulina;

5) hormônios e peptídeos centrais, também relacionados aos processos de esvaziamento gástrico, ao trânsito intestinal, à distensão gástrica e intestinal, ao nível de glicose sangüínea, e ao metabolismo hepático, influenciados pelo neuropeptídeo Y (NPY), leptina, galanina e grelina;

6) processos metabólicos, relacionados às taxas de oxidação de glicose e lipídios;

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Dentre as propriedades físico-químicas dos alimentos, a viscosidade, definida como a resistência que um fluido oferece ao movimento relativo de quaisquer de suas partes, também está relacionada a alterações na ingestão alimentar. Uma maior viscosidade retardaria o esvaziamento gástrico, aumentando o tempo de saciedade. Portanto, de uma forma geral, alimentos mais viscosos tendem a retardar a sensação de fome por mais tempo do que alimentos menos viscosos.

A composição de macronutrientes também tem sido demonstrada como um fator que influencia a ingestão alimentar, na qual a proteína é o macronutriente mais sacietógeno, seguido de carboidratos e lipídios, e a eficiência de absorção dos macronutrientes pode diferir, a depender do estado físico do alimento. Sólidos e líquidos apresentam diferenças em sua resistência à ação da degradação enzimática, bacteriana e mecânica, podendo os alimentos sólidos apresentar um menor aproveitamento energético. Além disso, um alto conteúdo de fibras, característica de alimentos sólidos, pode resultar também em perda de energia na absorção. De forma semelhante, a saciedade pode ser afetada ainda pelo volume e pela densidade energética, os quais interagem diretamente nos receptores gástricos e intestinais.

Fatores psicológicos, como o condicionamento de comportamento restritivo diante de alimentos, podem surgir em indivíduos que fazem dieta constantemente, alterando, dessa forma, a ingestão alimentar. Fatores cognitivos, como o aprendizado da mastigação prolongada em determinadas culturas, parecem promover a saciação mais rapidamente. Socialmente, a acessibilidade a alimentos altamente energéticos, como os fast foods, e o aumento das porções, dentre outros, também alteram a ingestão alimentar, contribuindo para o ganho de peso.

 

Possíveis mecanismos envolvidos na hipótese de que os alimentos líquidos saciam menos que os sólidos:

A ausência da mastigação, que ocorre quando da ingestão de alimentos líquidos, tem sido apontada como um dos fatores que contribuiriam para a menor saciedade. O tempo de exposição aos receptores orofaríngeos, intimamente ligados ao controle dos centros da fome a da saciedade, é muito maior para os alimentos sólidos do que para os líquidos. Verificou-se que o ato mecânico da mastigação promove a saciedade, especialmente em animais magros, quando comparados aos obesos.

Posteriormente, verificou-se, também em animais, que a mastigação ativa a liberação de histamina, a qual suprime fisiologicamente a ingestão alimentar, pela ativação dos centros de saciedade no hipotálamo. Com isso, há uma redução tanto do volume, quanto da velocidade de ingestão do alimento, um aumento da lipólise, particularmente em adipócitos viscerais e, ainda, um aumento da expressão gênica das proteínas desacopladoras.

Esse menor tempo de exposição aos receptores orofaríngeos, que ocorre com alimentos líquidos, também resulta em uma fase cefálica da alimentação menos pronunciada, pois há uma fraca produção/liberação dos hormônios e peptídeos envolvidos. A palatabilidade, avaliação hedônica das propriedades sensoriais de um alimento, tem sido considerada um importante e determinante fator na seleção e ingestão de alimentos em humanos.

Vários trabalhos mostraram que alimentos não palatáveis são menos ingeridos, quando comparados aos palatáveis. Este último estudo sugeriu que pessoas com sobrepeso são mais susceptíveis à escolha de alimentos palatáveis, os quais, geralmente, têm mais energia, levando, possivelmente, a um aumento do peso corporal.

Quanto ao gasto energético, foi observada, após a ingestão de alimento sólido, uma maior resposta no metabolismo de repouso, quando comparada à ingestão do alimento líquido.

Já é conhecido que o esvaziamento gástrico de líquidos é mais rápido do que o de sólidos. Entretanto, em refeições contendo quantidades normais de componentes sólidos e líquidos, há uma produção de solução viscosa, na qual as partículas sólidas ficam suspensas, à medida que esses componentes são misturados na boca e no estômago. Um aumento da viscosidade do conteúdo gástrico reduz a sedimentação dos sólidos no líquido e dificulta, assim, a habilidade preferencial que o antro tem em se esvaziar mais rapidamente de líquidos do que de sólidos. Além disso, independentemente do tipo de alimento consumido, uma correlação negativa foi observada entre a taxa de esvaziamento gástrico e a saciedade.

Deveria ser considerado, ainda, que mecanismos neurais, assim como a presença de produtos da digestão no duodeno, especialmente gordura e aminoácidos que estimulam a secreção de vários hormônios gastrointestinais, como a Colecistocinina (CCK), têm demonstrado ter um importante papel na regulação da ingestão alimentar. Reconhecido como o primeiro peptídeo anorexígeno, a CCK atua mais pronunciadamente na saciação do que na saciedade, assim como na ação de líquidos, comparado à ação dos alimentos sólidos.

Os níveis de leptina parecem ser maiores com o excesso de peso crônico, e reduzidos em jejuns prolongados ou restrições energéticas. Dietas ricas em lipídios proporcionam um aumento significativo na concentração sérica de leptina, porém isso não ocorre com o aumento da energia total ingerida, ou com dietas hiperprotéicas.

Influências cognitivas também devem ser consideradas como um fator importante na regulação da ingestão alimentar. As áreas do cérebro nas quais o prazer ou os valores afetivos relacionados ao cheiro e ao gosto, estão intimamente relacionadas às áreas que envolvem as emoções.

Todas essas considerações podem significar que a diferença na resposta de saciedade, entre alimentos líquidos e sólidos, é baseada, entre outros fatores, em um comportamento adquirido.

 

Alimentos líquidos x alimentos sólidos na saciedade:

Alguns estudos têm demonstrado que líquidos promovem maior saciedade que sólidos. Entretanto, na grande maioria dos trabalhos que verificaram esse resultado foram utilizadas sopa ou formulações tipo shake, a serem consumidas como uma pré-carga, anteriormente a uma refeição, ou como a própria refeição teste.

As sopas são consideradas uma categoria de alimentos bastante heterogênea, apresentando propriedades completamente diferentes de bebidas. Em geral, elas diferem das bebidas na composição nutricional, na temperatura e na forma de apresentação a ser consumida. Elas também são consideradas, cognitivamente, como uma refeição. Dessa maneira, os estudos que utilizaram a sopa como dieta líquida, a ser contrastada com sólidos, tiveram um delineamento experimental completamente diferente daqueles com bebidas, não devendo assim ser comparados.

Estudos com iogurte e formulações tipo shake também não são adequados para comparar a influência de alimentos sólidos e líquidos na saciedade, mas sim a interferência de alimentos mais ou menos viscosos, na saciedade, visto que são caracterizados pela adição de agentes emulsificantes em uma das dietas a serem testadas. Adicionalmente, verificou-se que é comum na literatura a falta de controle de outros fatores importantes no controle da saciedade, como: composição de macronutrientes, peso, volume, temperatura, palatabilidade, conteúdo e estrutura de fibras, impressão cognitiva, entre outros, os quais podem impossibilitar interpretações conclusivas.

Por outro lado, outros estudos que utilizaram alimentos sólidos versus alimentos líquidos em seu delineamento, verificaram uma maior saciedade após a ingestão de sólidos. Também foi verificado que, quando a maior parte das calorias ingeridas era na forma de líquidos, a compensação energética não era observada, ao passo que com sólidos, os indivíduos restringiam seu consumo posterior. Outros dois estudos De Graaf & Hulshof e Hulshof et al. também verificaram uma maior saciedade após a ingestão de alimentos sólidos, comparada à de líquidos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Mediante a análise critica da literatura citada sobre este assunto, pode-se verificar que o estado físico do alimento tem grande influência nos níveis de fome e saciedade, e que existem fortes evidências de que os alimentos líquidos têm um fraco controle sobre o apetite, quando comparados aos sólidos.

Apesar de os mecanismos envolvidos nessa questão ainda não terem sido suficientemente caracterizados, acredita-se que fatores comportamentais, cognitivos, sensoriais, osmóticos, endócrinos, entre outros, estejam fortemente presentes e atuantes no prolongamento ou não da saciedade. Particularmente na obesidade, a interação desses fatores tem fundamental importância. Nesse sentido, o estado físico dos alimentos deve ser considerado com cautela, uma vez que os alimentos líquidos não promovem saciedade da mesma forma e intensidade que os sólidos, e parecem atuar também de forma diferenciada em indivíduos obesos e não obesos.

Portanto, em termos da prevenção e tratamento da obesidade, é necessário rever a freqüência e a quantidade do consumo de alimentos líquidos, contendo alto valor energético, especialmente na forma de bebidas.

 

FONTE: MOURAO, Denise Machado  e  BRESSAN, Josefina. Influência de alimentos líquidos e sólidos no controle do apetite. Rev. Nutr. [online]. 2009, vol.22, n.4 [citado  2015-07-08], pp. 537-547 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732009000400009&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 1678-9865.  http://dx.doi.org/10.1590/S1415-52732009000400009.