Gostar de comer é pecado? Porque você se culpa tanto?


Gostar de comer é pecado? Porque você se culpa tanto?

 

Em tempos atuais o comer está muito vinculado a sentimentos e sensações como alegrias, tristeza, comemorar, compensar algo, ansiedade, carências, etc… Algumas pessoas tem esse apego e é natural que muitos tenham, só temos que ficar atentos caso a busca pela comida venha com TODOS OS SENTIMENTOS! Um dia quando estiver triste, qual problema em comer um chocolate? Mas se você come quando está feliz, quando está triste, quando está com raiva, quando recebe, quando ganha um presente, etc, isso isso pode te atrapalhar a atingir um objetivo de eliminar peso por exemplo. (Nesses casos é importante procurar ajuda especializada de um psicologo ou Nutricionista que tenha um apelo comportamental).

Comer não é nenhum ATO ruim, criminoso, feio, deselegante… todos comem. Então se você sente culpa em comer é importante detectar por que ela está aparecendo (se é por que você julga os alimentos, se sente observada, se tem alguma insatisfação pessoal, etc…)

No consultório o Nutricionista Comportamental ou terapeuta Nutricional, auxilia o paciente a compreender e desconstruir a crença de existem alimentos errados, que engordam, que não podem ser consumidos, são proibidos.. onde é trabalhada a permissão incondicional para comer QUALQUER ALIMENTO do mundo sem culpa e sem se punir para come-lo, lógico que seguindo algumas orientações e alguns critérios, não regras, mas dicas de comportamento e orientação a responder os pesamentos sabotadores e criar intenções e comportamentos mais favoráveis com o objetivo do paciente.

Muitas pessoas tem MEDO/RECEIO de ”voltar” a procurar profissionais nutricionistas pelas experiencias antigas de PROIBIÇÃO extrema, e deixam de aproveitar oportunidades de aprender a se relacionar melhor com os alimentos. Hoje é muito mais saudável e sustentável APRENDER a comer algo do que simplesmente EVITAR ou EXCLUIR! Como mencionado acima, alimentos são também momentos de prazer e satisfação.

Se planeje e as proibições com certeza serem as mínimas possíveis!

Nutricionista Rodolfo Scatolon CRN3 38692 – FanPage: https://www.facebook.com/rodolfoscatolonnutricionista

Programa de emagrecimento em grupo: www.despertesemagra.com.br

O julgamento alimentar… um gatilho para compulsão…


Quantas vezes nos pegamos JULGANDO coisas, pessoas e alimentos? Acho que de você responder essa pergunta de maneira sincera a resposta será SIM, JULGAMOS MUITO!

Quem nunca olhou uma pessoas estranha a noite 00:00 na rua e automaticamente pensamos:

”Nossa, um assaltante!”

”Um andarilho”

E inúmeras vezes não é nada parecido com até então julgado! Não é mesmo?

 

Devido a mídia atual, a Nutrição e os alimentos estão sendo muito ”falados” e comentado por todos. Um grupo de pessoas ainda aprendeu a julgar os alimentos de algumas maneiras como: ”esse engorda”, ”esse emagrece”, ”esse queima gordura”, ”esse é proibido”, ”esse é liberado”, ”alimento certo”, ”alimentos errado”, entre outros julgamentos… se você apresenta algum problema de saúde realmente haverá em parte de tratamento a restrição de alguns alimentos, mas se você é saudável, porque se privar sem BONS MOTIVOS?

A questão é que, na prática clínica vemos o julgamento alimentos como GATILHO para episódios de compulsão ou deslizes exagerados. Uma vez que você olha para um pedaço de bolo de chocolate e diz: ”esse bolo engorda, não posso comer, não é saudável comer isso”, você pode ativar sua ansiedade e o sentimento de privação vai fazer você pensar no bolo mais do que antes, indiretamente você pode até não te comido aquele bolo, mas aumentará alguma porção em outra refeição, irá buscar uma outra alternativa (os substitutos), mas talvez o desejo do bolo permanecerá ma sua mente e eis que um dia você vai se permitir comer o bolo. Nesse momento é característico que ao se permitir ”algo proibido” (por sus crenças, não que de fato seja proibido),  alguns pensamentos automáticos aparecem como: ”já que comeu mesmo, coma mais”, ”você não consegue resistir”, entre outros… e esse sentimento de incapacidade pode naquele momento te fazer a comer sem controle e sem critérios, uma vez que você acreditou nele. (no que você pensou sobre você mesma naquele momento ou sempre).

TUDO ISSO PORQUE VOCÊ DISSE QUE NÃO PODIA COMER! E se você diferente desse pensamento dissesse, por exemplo: ”Bom, os doces são meu problemas atual, tenho dificuldade com eles até então, mas vou me planejar e comer esses doces dentro de um equilíbrio e de forma que ele não prejudique meu resultados e minha saúde.” Muito mais interessante né? Ficar 30 dias sem comer doce não torna ninguém mais ou menos determinado que você (é uma escolha), você você pode escolher comer 150 gramas de bolo duas vezes na semana do que passar 15 sem comer e no dia que não resistir comer meio bolo sozinha… caloricamente falando, 150 gramas de bolo na semana não irão contribuir com NENHUMA grama de gordura e nem com QUILOS a mais… porem meio bolo pode ser que sim, porem, muito mais pelos efeitos psicológicos de ter comido o bolo, não necessariamente pelo quantidade.

No Lugar de EVITAR os alimentos que você hoje julga ter dificuldade, busque não julga-los mais, todo alimentos dentro de um equilíbrio é permitido, os que você tem mais dificuldade apenas estão exigindo de você MAIS ATENÇÃO e não o desprezo. Quando você conseguir olhar para um pedaço de bolo e pensar de maneira leve, sem julgamento, ”posso ou não come-lo”, ”eu quero de fato comer isso agora?” caso você não queira, ele terá o momento dele, e quando se permitir desfrute dos prazeres e sensações que ele pode te oferecer, e isso só acontece quando você dá atenção ao alimentos que está comendo. Uma fez tomada a decisão de comer, não se culpe, coma, MAS apenas coma, ele merece 100% da sua atenção…

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Ela só queria um simples pedaço de pizza…


Desde os 15 anos Maria faz dietas, os sucos detox, as sopas verdes, os chás, os alimentos da moda, sempre fizeram parte do cardápio dela, mesmo sem ela gostar, mas porque eles tinham esse título de emagrecedores ou amigos do emagrecimento para ela.

Outra característica que sempre esteve do lado de Maria é a restrição. Isso sempre deixou ela mais ansiosa, mas nos blogs, nas revistas, nos sites que ela seguia, ninguém falava do consumo de doces, pizzas, açúcar entre outros no sentido de ensinar sobre o consumo, por isso ela NÃO consumia. Isso a deixava bastante frustrada e ela se sentia inferior as pessoas por não poder comer qualquer coisa. Teve um momento da sua vida que ela teve até depressão, pois não saia mais de casa quando suas amigas a chamavam para comer algo e conversar. Hoje ela está melhor.

Lembro o dia que Maria sentou na minha frente e disse:

– Rodolfo, estou aqui, pois as calorias que estou comendo atualmente não estão mais me emagrecendo, e nos últimos meses tenho passado frequentemente pelo efeito sanfona, oscilo de 4 quilos para mais ou para menos do peso que estou hoje, mas não saio disso. Ontem mesmo fiz uma ”despedida” comi uma pizza quase inteira e 1 barra de chocolate pois hoje o Dr. vai me proibir de comer tudo isso né? (nessa hora Maria estava rindo por estar falando dos alimentos e no final da frase quando afirmou sobre a proibição seu semblante foi de tristeza e angustia, uma cara de coração partido).

Ela já havia ouvido falar sobre meu trabalho, que é o Nutricionista que deixa comer de tudo, mas mesmo assim, achou melhor não correr o risco e achou bom de mais para ser verdade. Pois até em tão, suas cresças sobre EMAGRECER eram apenas passar fome, cortar tudo, só comer salada…

Então propôs uma acordo com ela:

– Maria, você está disposta a resolver sua relação alimentar traumática de outras experiencias? E de fato aprender a comer sua pizza sem culpa e sem que ela te prejudique nos seus resultados?

Maria com olhar de espanto e alegria disse:

– SIM!!!

Hoje Maria come sua pizza aos finais de semana rodeada de amigos, ela se permite comer seus doces preferidos 2 ou 3 vezes na semana, seus treinos são regulares, ela sente mais prazer em comer pois hoje dá valor ao que está comendo, ela se sabota as vezes (está se treinando mais melhorar isso), mas quando se sabota tem técnicas e estratégias  que desenvolvemos para que ela não deixe a culpa tomar conta da cabeça dela e ela se descontrolar…

Hoje Maria está alguns vinte e tantos quilos a menos do peso que estava quando sentou na minha frente. Não encho a boca para falar que ela emagreceu mais de 20 quilos, mas me orgulho ao extremo por dizer que conseguimos juntos MELHORAR O RELACIONAMENTO ALIMENTAR DELA, e hoje comer não é uma tortura, é um prazer…

gorda DESENHO

Rodolfo Scatolon Nutricionista CRN3 38692