Como nos escolhemos nossos alimentos: a influencia da mídia!


É muito importante consultar um profissional quando queremos de fato ter a certeza da qualidade nutricional de um produto. Muitas empresas usam do Marketing a seu favor usando de termos, cores, frases que chamam sua atenção e despertam o desejo de comprar algo sem nem mesmo querer ou precisar por usar de estratégias… Por isso devemos ficar atentos aos rótulos e não acreditar em tudo que lemos ou vemos por ai. Lembre-se que toda empresa VISA LUCRO e nem sempre sua saúde está em primeiro lugar… abaixo relacionei alguns estudos científicos que aformam o poder de influenciar a compra dos indivíduos em determinadas situações! Porem como sempre reforço: CONHECIMENTO é tudo, quando temos o olhar crítico para as coisas caímos menos em truques e propagandas enganosas!

 

 

Ao escolher um determinado alimento para uma refeição, um indivíduo deve primeiramente reconhecê-lo, identificá-lo e classificá-lo como apropriado ou não ao seu consumo, de acordo com seus hábitos (culturais, nutricionais, entre outros). Dessa forma, muito além dos fatores biogênicos, a escolha alimentar encontra-se relacionada a fatores socioambientais diversos (McNeal, 2002).

Segundo Viana (2002), a escolha alimentar tem relação com preferências correspondentes ao sabor dos alimentos e aos hábitos alimentares apreendidos desde a infância a partir do convívio social. Poulain e Proença (2003) afirmam que a alimentação é a primeira aprendizagem social do homem, como seres humanos; desde a infância aprendemos a realizar escolhas alimentares a partir de nosso convívio social. Para Quaioti e Almeida (2006), o comportamento alimentar possui componentes fisiológicos e psicossociais. Estas características influenciam as escolhas alimentares, formando o modelo alimentar, resultado de um conjunto de escolhas feitas por uma sociedade.

Segundo Santos e Andery (2006), comer é um ato social; o desenvolvimento dos hábitos e práticas alimentares têm referências na própria dinâmica social. O consumo alimentar humano deve ser analisado de forma ampla, não apenas por meio das relações entre agentes da cadeia alimentar, como produtores agrícolas, industriais, comerciantes e consumidores (Oliveira e Thébaud-Mony, 1997).

Em estudo encomendado pela Organização Pan-americana de Saúde, Hawkes (2006) destacou as estratégias demarketing como estimuladoras ao consumo exagerado e desequilibrado de um ponto de vista nutricional. O estudo reconhece a amplitude da área de marketing, porém se fixa apenas em uma de suas diversas dimensões definindomarketing basicamente pela sua vertente publicitária, focando-se em variáveis como publicidade televisiva,marketing nas escolas, patrocínio, merchandising, marketing na internet e promoções de vendas.

Constatar que o comportamento de compra é influenciado, e pode ser controlado pelos cenários (ambientes funcionais) não é a novidade trazida pela teoria BPM, mas sim o fato de que os estímulos presentes nos cenários podem reforçar os comportamentos de compra de um indivíduo, ou seja, podem definir a extensão do comportamento consumidor, a partir de reforços, que determinaria comportamentos sequenciados, em cadeia.

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O ato de comprar um alimento tem se mostrado como um comportamento complexo e não pode ser considerado como ato isolado, já que pode estar envolvido em um conjunto de fatores diversos e com distintas particularidades para cada pessoa, adulta ou criança.

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