Shakes Substitutos de Refeição e Suplementos Alimentares!


Shakes Substitutos de Refeição e Suplementos Alimentares

A utilização de shakes deve ser realizada apenas com a prescrição do profissional nutricionista. Muito cuidado deve se ter como uso prolongado e indiscriminado desses produtos. Eles podem não ser tão inofensivos quanto parecem. Já existem estudos que mostram que alguns deles são à base de ervas que podem produzir hepatotoxicidade e outras reações adversas. Além disso, a substituição de uma refeição por shake pode não ser uma troca tão saudável e coerente do ponto de vista de oferta de nutrientes, como vitaminas e minerais. O que ocorre é que muitas vezes as pessoas estão mais preocupadas com a imagem corporal, com a busca do corpo perfeito, e esquecem o que deveria ser o principal objetivo: a saúde. A perda de peso, para os indivíduos que têm indicação, deve ser a consequência da eliminação de hábitos inadequados e a incorporação de hábitos saudáveis. Eu não sou contra a substituição de refeições por refeições líquidas ‘’em alguns momentos’’ do tratamento dietético, mas sou extremamente contra o uso constante e diário dessa prática. Um dia de abuso, no final de semana, na pria, para auxiliar no controle de ingestão é um ótimo recurso, mas todos os dias, várias refeições, é exagero, e todo exagero não é benéfico. Se contar que esse tipo de prática trabalha comportamentos alimentares negativos (do ponto de vista psicológico, não é positivo esse tipo de prática).

Daí vem aquela pergunta típica de representantes e adeptos do uso de shakes:
– Mas suplementos alimentares não são a mesma coisa?

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E eu logo de cara já te respondo que NÃO! Pois o próprio nome já diz, suplementos alimentares, ou seja, um complemento. Dificilmente você verá uma pessoa que faz uso de SUPLEMENTOS substituindo seu almoço ou jantar por esses produtos (a não ser que a pessoas treine a noite e em alguns momentos o uso da proteína mais associados substituiria uma refeição, visando a ingestão calórica adequada para o período, mas não visando emagrecimento especificamente). Eles são usados em horários intermediários as principais refeições para auxiliar o praticante de atividade física a melhorar emprenho ou atingir seu objetivo especifico.

Só reforçando segundo o CRN-3:

– A competência do nutricionista para a prescrição de suplementos nutricionais está estabelecida no inciso VII do artigo 4º da Lei 8234/91, e no artigo 1º da Resolução CFN nº 390/06 e, de acordo com a Resolução CFN nº 380/2005, é considerada atividade complementar do nutricionista nas áreas de Nutrição Clínica, Saúde Coletiva e Nutrição em Esportes.

– A prescrição de suplementos nutricionais, quando indispensável para suprir necessidades nutricionais específicas, previstas no artigo 2º da Resolução CFN nº 390/06, deve ter caráter de suplementação do plano alimentar do cliente e não de substituição de uma alimentação saudável e equilibrada.

– Os suplementos nutricionais que o nutricionista pode prescrever, listados no inciso II do artigo 1º da Resolução CFN nº 390/06 são os seguintes: “formulados de vitaminas, minerais, proteínas e aminoácidos, lipídios e ácidos graxos, carboidratos e fibras, isolados ou associados entre si”.

-O nutricionista tem ainda competência legal para prescrever os produtos denominados polivitaminicos e/ou poliminerais, desde que estejam classificados como de “VENDA SEM EXIGÊNCIA DE PRESCRIÇÃO MÉDICA” conforme determina a Portaria SVS/MS nº 40/1998.

– A prescrição de suplementos nutricionais deve respeitar os limites estabelecidos no artigo 2º da Resolução CFN nº 390/06. 6. A prescrição do nutricionista deve conter o nome do paciente, data, assinatura, carimbo do profissional, número de seu registro no Conselho (CRN-3/xxxx), telefone e endereço completo ou outro meio de contato pessoal. A prescrição deve apresentar o esquema posológico, ou seja, a indicação de via de administração, dose, horário de administração e tempo de uso.

– A prescrição de suplementos nutricionais a serem formulados em farmácias de manipulação deverá obedecer aos itens 1 a 6 acima e, ainda, indicar forma de apresentação do produto: cápsula, pó, tablete, gel, líquido, drágea ou outra; a identificação do nutriente com a respectiva forma química e a concentração por unidade de consumo.
– É vedado ao nutricionista prescrever produto que use via de administração diversa do sistema digestório.
– É vedado ao nutricionista prescrever produtos que incluam em sua fórmula medicamentos, isolados ou associados a nutrientes.

– Os suplementos nutricionais prescritos pelo nutricionista devem atender às exigências para produção e comercialização regulamentadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

– A adoção da suplementação nutricional pelo nutricionista exige o pleno entendimento das referências que integram esse parecer, assim como de outras que venham a ser editadas sobre o tema.

– A prescrição dietética é atividade privativa do nutricionista que responde ética, civil e criminalmente por essa ação. Do ponto de vista ético a conduta do nutricionista deve obedecer ao que determinam os incisos VIII, IX e X do artigo 7º e incisos I, II e IV do artigo 18, do Código de Ética do Nutricionista (Resolução CFN nº 334/04).

– O descumprimento das determinações legais e técnicas contidas neste Parecer sujeita os infratores às penalidades previstas no artigo 19 da Lei 6583/78, assim como aquelas previstas nos Códigos Civil e Penal Brasileiros, que estabelecem, respectivamente, a obrigatoriedade de ressarcir prejuízos causados a terceiros e a punição para a violação dos deveres inerentes à profissão. (Plenário do CRN-3 Gestão 2011-2014).

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